Arquivado em: Resenhas | Tags: cinema asiático, coréia do sul, deficiente mental, irã, mãe, religião, suspense

Mother – A Busca Pela Verdade
(madeo, dir.: joon-ho bong, 2009)
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Deficiente mental falsamente acusado de crime. Uma mãe em luta pelo filho. Joon-ho Bong já inicia seu filme com uma quebra de expectativa, a dança da mãe pode ser vista como o ridículo à que se expõe, o estranho e incompreensível mundo do filho ou (mais tarde) como um agradecimento/comemoração.
Os lapsos de memória do filho, as meias-histórias, as falsas pistas. Com esses elementos o diretor vai rompendo a linha entre seu filme e os dois elementos (clichês) iniciais. O decorrer do longa de certo modo é independente à todo resto, conexo por nós em um roteiro bem escrito e uma montagem bem executada que transformam inúmeros momentos em unidade no filme. Suspense dos bons.

Procurando Elly
(darbareye elly, dir.: asghar farhadi, 2009)
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A falta de controle humano com os acontecimentos é linda. As ações geram reações nem sequer imaginadas e sempre palpáveis. A vítima clara – talvez sejam duas – perfeitamente construída vai caindo até que seja quebrado o dualismo. Mal e bem ficam pequenos no infreável da vida. O filme ainda é incrívelmente hábil em seus gêneros, um suspense bem escrito de tensão inquebrável. A cena envolvendo os dois desaparecimentos é um gráfico onde a tensão sobe muito bem e quando que ameaça descer, sobe ainda mais, tomando como sua parte o estranho e o misterioso daquele momento.
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Quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010, este blog fez um ano! Não é o mais visitado ou comentado da internet, nem tem essa pretensão. Mas foi o mais longe que eu consegui chegar com alguma meta. Escrevi durante um ano alguns comentários sobre filmes que assisti e me serviu para algumas coisas.
Por ora não tenho nada de especial para apresentar nesse aniversário, mas sai em breve um ranking com “meus filmes da década” e também um blog hospedado, bonitinho, com design próprio.
Obrigado à quem leu minhas bobagens nesse ano.
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8 1/2 (Frederico Fellini, 1969)
As Ervas Daninhas (Alain Resnais, 2009)
O Homem de Palha (Robin Hardy, 1973)
O Novo Mundo (Terrence Malick, 2005)
Se Nada Mais Der Certo (José Eduardo Belmonte, 2008)
Síndromes e um Século (Apichatpong Weerasethakul, 2006)
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Madeo (Joon-ho Bong, 2009)
OldBoy (Chan-Wook Park, 2003)
True Lies (James Cameron, 1994)
Vício Frenético (Abel Ferrara, 1992)
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Paranoid Park (Gus Van Sant, 2007)
Preciosa (Lee Daniels, 2009)
Avatar (James Cameron, 2009)
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2012 (Roland Emmerich, 2009)
Amor Sem Escalas (Jason Reitman, 2009)
Donnie Darko – The Director’s Cut (Richard Kelly, 2004)
O Segurança Fora de Controle (Jody Hill, 2008)
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Um Olhar do Paraíso (Peter Jackson, 2009)
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Arquivado em: Resenhas | Tags: anna kendrick, comédia, george clooney, indie, jason reitman, vera farmiga

Quando foi que ser bonitinho e não ferir gravemente nossa inteligência se tornou suficiente para chamar um filme de ótimo? E muitos são os filmes com charme de quem não quer nada foram aplaudidos de pé. E não vou dizer somente sobre os pseudo-indies-norte-americanos e minha birra com eles. O mesmo Jason Reitman desse “Amor Sem Escalas” fez “Juno”, bonitinho também, atores ótimos. Mas situações bestas em um roteiro metido à besta, que levou um Oscar.
“Amor Sem Escalas” é até bem dirigido. Novamente, bonitinho e agradável. Ótimo elenco. Um roteiro menos prepotente. É suficiente? Jamais! Nunca decola (o trocadilho do ano), faz suas piadinhas, e mantem-se em solo. Não se arrisca a nada, quase não pensa. O que talvez seja até melhor: suas idéias são simplistas, convencionais e conservadoras.
O elenco sim, está bem. A graça é alcançada por eles acredito que todo o tempo. Mas faltou algo que valesse a pena naquelas idas e vindas todas.
amor sem escalas (up in the air – 2009, dir.: jason reitman) ![]()
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Arquivado em: Resenhas | Tags: alain resnais, cinema europeu, condição humana, década de 2000, romance

Eu não via um filme em uma sala de cinema que me impressionasse tanto há algum tempo. Vi em São Paulo, na Reserva Cultural, Avenida Paulista. Quando saí, pensei “nossa como a Paulista ta cheia” (!). Tinha ingressos comprados para ver “É Proibido Fumar”. Perdi 7 reais porque não estava com um mínimo de atenção para assistir a um segundo filme.
A Paulista, obviamente, não estava mais cheia do que em qualquer outro dia. Mas eu estava absolutamente imerso naquele drama/comédia/romance de quatro pessoas. Drama, comédia e romance é talvez uma básica descrição da vida. E “Ervas Daninhas” é vivo. Quando escrevi sobre “Bastardos Inglórios” citei que Inácio Araújo definiu uma boa palavra para seu diretor, era vigor. Pois bem, não somente pelo cinema (o filme é tecnicamente lindo e mais umas dezenas de adjetivos), como é possível dizer sobre Tarantino, mas aos 88 anos Alain Resnais tem um vigor maravilhoso quanto à vida. Não à suas questões transcendentais filosóficas. Nem a uma maturidade alcançada com a idade. Mas à vida corriqueira, do dia-a-dia, suficientemente simples para não a vermos.
As ervas daninhas do filme são assim, mato. Comuns e invasivas. Mas de alguma forma fazem parte dessa composição-ambiente. Os personagens são inconstantes, errantes, românticos. Alain Resnais os ama. Eu também.
as ervas daninhas (les herbes folles – 2009, dir.: alain resnais) ![]()
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Chico, pelo twitter: link do The Auteurs com os melhores cartazes do cinema nesse ano. Aqui . Meu preferido, aqui embaixo.

Arquivado em: Rankings | Tags: chiara mastroianni, christophe honore, cinema europeu, década de 2000, deslocados, drama familiar, família, louis garrel

Como nos outros filmes de Honoré, os conflitos não tem cenas de clímax. Esse estão compostos nas características de seus personagens, em cenas cotidianas que parecem vazias e na lembrança de outros filmes do diretor. A pequena ponta de Louis Garrel nesse filme, é exemplo. Quase fora de um filme do diretor francês depois de três consecutivos, sua aparição vem para se conectar em uma personagem feminina, o pessoa de Honoré dessa vez. A personagem é o conflito de toda a história. É a “revolucionária”, como diz o personagem de Garrel, tentando viver em vida comum. Tentando se adaptar às mesmas convicções de sua família. O que já é problema, visto que sua família também não é exemplo de qualquer paz.
Essa persona conflituosa é muito bem vivida por Chiara Mastroianni, que parece dar conta do olhar e do como é olhada. A mãe de duas crianças ao mesmo tempo que parece infantil, em seu ego, é forte, ainda que fora de controle. Mas o fora de controle é sempre o ponto de chegada de Honoré.
não, minha filha, você não irá dançar (non, ma fille, tu n’iras pas danser – 2009, dir.: christophe honoré) ![]()
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Não existe beleza na vida do policial de “Vício Frenético”. Não existem belos planos ou quadros fotogênicos. Existe o talento de Abel Ferrara para captar o inferno em seu calor e em cenas sexuais abomináveis, sem qualquer tesão. A beleza é talvez alugável por alguns minutos, mesmo que só o seja assim considerável para esse personagem miserável. É o se contentar com migalhas. Também não existem vitórias à ele favorável, não existe misericórdia vindo de nenhum dos lados. A beleza que existe para aquela freira ele está muito longe de conhecer, assim, quando pede por sua misericórdia, descordenadamente, recebe da mesma forma miserável que segue sua vida.
Harvey Kietel, muito longe da tristeza introspectiva, tem na sua personagem a personificação de próprio caos. Sua descrença em seus próprios atos é mostrada em caretas e resmungos que formam o filme.
vício frenético (bad lieutenant – 1992 , dir.: abel ferrara) ![]()
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Vamos ver na sexta-feita o que Werner Herzog fez com o material.
Arquivado em: Resenhas | Tags: christopher lee, culto pagão, filme b, hammer, mistério, religião

A inconsequência de um filme B leva qualquer coisa às telas, faz de “O Homem de Palha” um filme estranho por toda a sua duração, mesmo que não pareça ter sentido, mesmo mal feito ou de mal gosto. Mas a atmosfera é um objeto estranho: suspense, comédia e erotismo. Um dos filmes mais atrevidos e provocativos que já ví.
o homem de palha (the wicker man – 1973 , dir.: robin hardy) ![]()
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No Cinemorama tem várias curiosidade que só a biblioteca do Miguel tem. Vale ver.
