Arquivado em: Rankings | Tags: década de 2000, Horror, melhores e piores, melhores filmes de terror, ranking de filmes, terror, terror do século 21, terror dos ultimos tempos
Provavelmente os filmes de gênero mais amados são os de terror. É o meu, sem dúvidas. Se o medo tem uma variável infinita, o o seu cinema assim também é. O cinema de terror versa sobre os racionais e os irracionais, e quase sempre é um dos lados do cinema que melhor sintetiza sua época. A grande maioria dos bons filmes de terror dessa década são políticos. Em uma época grandiosamente cética, o maior medo não poderia vir mais diretamente. Assim como a fixação pela realidade tomou vários filmes com a câmera em primeira pessoa. Com uma década esparramando refilmagens, um revival dos anos 80, todo novo, foi um dos melhores exemplares. E dessas refilmagens, apenas duas são dignas de nota. O cinema oriental inflou o gênero por todo o mundo. A melhor cena de terror da década, a mais assustadora, é uma dança estranha de um filme japonês. Na lista, couberam ainda mais três terrores orientais (dois cabeludos) e uma (e talvez única proveitosa) refilmagem. Os fantasmas marcaram maior número de aparições. Um gore perfeito se perde emulando erudição. O nome mais forte do gênero da década surgiu no fim dos 90’s e tem dois filmes da lista. Três velhos diretores e três nomes promissores. Um longa é brasileiro, e é também um dos melhores dentro todos os nacionais. A melhor desculpa para cena de terror foi uma doença psicológica de pele. O maior vilão é uma mulher “comum”. A frase é “Sete dias!”.
Sobre a lista, nem preciso dizer, é do que eu ví e do que eu acho.

20) Extermínio (28 days later)
dir.: Danny Boyle
2002 – UK

19) Abismo do Medo (The Descent)
dir.: Neil Marshall
2005 – EUA

18) O Pacto/ Clube do Suicídio (Jisatsu Jakuru)
dir.: Sion Sono
2001 – Japão

17) Sinais (Signs)
dir.: M. Night Shyamalan
2002 – EUA

16) REC (REC)
dir.: Jaume Balagueró
2007 – Espanha

15) Massacre da Serra Elétrica (Texas Chainsaw Massacre)
dir.: Marcus Nispel
2003 – EUA

14) O Orfanato (El Orfanato)
dir.: J.A. Bayona
2007 – Espanha/México

13) O Chamado (The Ring)
dir.: Gore Verbinski
2002 – EUA

12) Ju-On – O Grito (Ju-On)
dir.: Takashi Shimizu
2002 – Japão

11) Os Outros (The Others)
dir.: Alejandro Amenábar
2001 – Espanha/EUA/França/Itália

10) Deixa Ela Entrar (Lat Den Rätte Komma In)
dir.: Thomas Alfredson
2007 – Suiça

09) Cloverfield – Monstro (Cloverfield)
dir.: Matt Reeves
2008 – EUA

08 Fim dos Tempos (The Happening)
dir.: M. Night Shyamalan
2008 – EUA

07) Espiritos (Shutter)
dir.: Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom
2004 – Tailândia

06) Encarnação do Demônio (Encarnação do Demônio)
dir.: José Mojica Marins
2008 – Brasil

05) Arrasta-me Para o Inferno (Drag Me To Hell)
dir.: Sam Raimi
2009 – EUA

04) O Hospedeiro (Gwoemul)
dir.: Joon-ho Bong
2006 – Japão

03) O Nevoeiro (The Mist)
dir.: Frank Darabont
2007 – EUA

02) Kairo/Pulse (Kairo)
dir.: Kiyoshi Kurosawa
2000 – Japão

01) Terra dos Mortos (Land of the Dead)
dir.: George A. Romero
2005 – EUA
Bônus: As cenas mais memoráveis: A dança de “Kairo”, O cemitério em “Arraste-me Para o Inferno”, O suicídio de “Deixa Ela Entrar”, O vídeo de “O Chamado” O purgatório de “Encarnação do Demônio” e A moça morta na cama de “Espíritos”.
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(500) Dias Com Ela
(500 days with summer , dir.: marc webb – 2009)
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Como indie tenta ser daquela criatividade óbvia: os dias que aparecem na tela acabam por atrapalhar; as resoluções pretensas menos óbvias também. Pelo menos não abusa da música. Mas mostra sua independência em cenas destrambelhadas que dão vida ao filme, como a canção no meio da rua e (sim!) o passarinho azul. Os atores principais são cativantes, o que já daria de cara algum êxito para qualquer romance. Bonitinho e ordinário, muito mais o primeiro.

Férias Frustradas de Verão
(adventureland , dir.: greg mottola – 2009)
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Tem a marca dos filmes que te pegam mais fundo: é praticamente impossível não ficar até os últimos créditos. Passa o filme todo em uma fotografia de verão, sempre pôr -do-sol, nostálgico, nos levando a um certo lugar óbvio. Que bom que muda. Feel-good romance. Greg Mottola já tinha sido tão lírico na amizade de Superbad, volta igualmente bem em uma história de amor de verão.

Diário de Uma Paixão
(the notebook , dir.: nick cassavetes – 2004)
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Ao longo da projeção oscila entre o exagero plástico e o acerto no mais simples. Um ponto positivo é que parece fugir de reviravoltas, para sempre anunciá-las antes. Os momentos finais perdem um pouco pelo brusco das ações do diretor, mas é muito bonito, a cena dos cinco minutos é emocionante, embora bem pouco aproveitada. Assim como o final parece revigorante, mesmo que clichê.

Simplesmente Amor
(love actually , dir.: richard curtis – 2003)
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O mais óbvio seria dizer construção sátira, mas acredito muito mais em desconstrução. Trabalha para compor o que mais buscamos nos mais clichês romances e ainda se situa em um momento de clara sensibilidade mundial. Prova de que funciona é uma cena absurdamente calculada que se torna a melhor coisa do filme.
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O maior clichê social do Brasil talvez seja que o país precisa investir em edução. É assim-que-nem aquela história de que cada um tem que fazer um pouquinha para… E de quem é a culpa? É a falta de incentivo e o ínfimo de exemplos de sucessos escolarizados que chega até as pessoas? Os professores são desestimulados? Os alunos são desestimulados? Os professores desestimulam, ou os alunos ? Falta verba do governo ou falta ação popular?
Não, “Pro Dia Nascer Feliz” não é um panfleto educacionista. É sobre as pessoas envolvidas nesse processo, o lado humano. Os estudantes, os professores e, timidamente (no documentário), os pais. São exemplos que canalizam várias idéias e certezas sobre os assuntos mas nunca ratos de laboratórios a favor de uma pesquisa.
Eu estudei em escolas públicas toda minha vida, digo que “Pro Dia Nascer Feliz” é sintético sobre o meu ambiente escolar. É básico e certeiro. Os alunos sob influências externas, os negligenciados e simultâneamente superestimados professores, o papel principal da escola na vida de muitos.
Mas como disse, e mais que um plano sobre escolas, é sobre pessoas. E assim, involuntariamente talvez, é um dos panfletos educacionistas mais bem elaborados e tocantes. Não é possível passar passivo perante a história de cada uma daquelas pessoas, o tipo de filme que te força a sair da sessão como um pretenso revolucionário.
E João Jardim ainda dá mais um ponto positivo inesperado em seu filme. Sai da labuta dos desprovidos para salas de aulas particulares. Se é um filme tão humano, não menos o são aqueles que teorico e popularmente sofrem mais. Porquê então seriam mais importantes as tristezas, por exemplo, de Valéria do que as de Cissa? É óbvio as oportunidades que a segunda possui em relação a outra, mas isso não a torna menos humana. É uma adolescente tão afetada quanto e pelas mais diferentes coisas.
O diretor mais que acerta, portanto. Meus olhos saltam para filmes que aceitam e são apaixonados pelo ser-humano como esse. E estes seres-humanos são o material do documentário, o diretor parece não interferir nunca, mostra acreditar naquilo que está fazendo. E para o gênero “documentário” não deve existir ponto de partida melhor.
pro dia nascer feliz (idem, 2006, dir.: João Jardim) ![]()
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Dia I – 02/11
Os Famosos e os Duendes da Morte ![]()
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Viajo Porquê Preciso, Volto Porquê Te Amo ![]()
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Uma Vida Real ![]()
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My Home is Copacabana ![]()
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Quando os Limões Amadurecem… ![]()
Perfídia ![]()
Dia II / 03/11
Síndrome de Pinóquio – Refluxo ![]()
O Sol do Meio-Dia ![]()
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Pixo (sem nota)
Making Plans For Lena ![]()
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Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino, 2009)
O Céu de Suely (Karim Ainouz, 2005)
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A Floresta dos Lamentos (Naomi Kawase, 2006)
Entre os Muros da Escola (Laurent Cantet, 2008)
Pro Dia Nascer Feliz (João Jardim, 2006)
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Bolt (Byron Howard, Chris Williams, 2009)
Dez (Abbas Kiarostami, 2002)
Diário de uma Paixão (Nick Cassavetes, 2004)
Eu Te Amo, Cara (John Hamburg, 2009)
A Garota Ideal (Graig Gillespie, 2007)
Quatro Noites com Anna (Jerzy Skolimowski, 2008)
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Anticristo (Lars Von Trier, 2009)
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Provavelmente meu lugar preferido na cidade. Era único, da galeria a toda a atmosfera desse cinema. Muito, muito triste. Mais uma igreja para cidade, provavelmente.
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Eu vou estar lá!
02/11
Os Famosos e os Duendes da Morte
Enfermaria nº 6
Viajo Porquê Preciso, Volto Porquê Te Amo
Uma Vida Comum
My Home is Copacana
Quando os Limões Amadurecem…
Perfídia
03/11
Síndrome de Pinóquio – Refluxo
Soul Kitchen
Pixo
Making Plans For Lena
Caviera My Friend
Sobre os filmes: www.mostra.org
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Obrigado Inácio Araújo mais uma vez, porquê de fato “vigor” é a palavra para Tarantino. Os filmes do diretor exprimem um amor pelo cinema sem-número. Se o cinema de Quentin Tarantino traz técnicas belíssimas, em nenhum momento é possível assistir uma preocupação com a casca.
Em “Bastardos Inglórios”, o mais pop dos diretores coloca o cinema acima de tudo. Acima da história. Também o usa (literalmente) como arma. Nunca é panfletário. E quanto do filme é político? Quase nada. muito muito pouco; o inevitável.
Novamente o diretor tira interpretações maravilhosas de seu elenco, de ponta a ponta. Atores quase todos pouco conhecidos pelo cinema mundial. A cena inicial, com um extenso diálogo entre um oficial nazista e um campônes que protege judeus, traz duas. A primeira, de Christoph Waltz, que se estende por toda a projeção (não é possível dizer que há um melhor momento, a performance do alemão é de uma constância exemplar, o tipo de vilão que ao mesmo tempo cativa amor e ódio, ao mesmo tempo e com alguma culpa). A segunda, de um francês iniciante chamado Perrier LaPadite, é intensa, exibe a mesma tensão que Quentin aplaca na platéia, até perder o fôlego, com as palpebras tremendo. Lindo.
Ainda temos Brad Pitt, mostrando mais uma vez que precisa de bons papéis, Diane Kruger, sintética e exata, e a francesa Mélanie Laurent, a interpretação feminina do filme, a vingadora das constantes dos Tarantinos, criando uma personagem que alcança o esperado para uma personagem em desequilibrio.
A última cena pode ser vista como um epílogo, a justificativa que muda o sentido do adjetivo do título. A cena conclusiva, a no cinema, portanto, fecha o filme em um ensaio de insanidade, com direito a risos estriônicos. E com o perdão do paradoxo, toda essa insanidade é muito sã. A primeira seriedade na filmografia de Quentin Tarantino, não poderia e não deveria passar disso. É o vigor de não deixar descansar o próprio cinema.
bastardos inglórios (inglourious basterds, 2009, dir.: quentin tarantino) ![]()
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2009 