anjos e demônios / o código da vinci

angels and demons

Inofensivo. Em todos os sentidos possíveis. Um filme de ação, de conspiração e de investigação em um combo onde nenhum dos três se sobressai, mas como em um fast food preenche o que é pedido.

Ron Howard trata o filme com o mesmo teor de uma filme-conspiração-da-CIA e abandona muito mais o grande “oh” do livro de Dan Brown. O que não é de tanto ruim. Em “O Código da Vinci” tenta megalômano, com material (duvidável ou não), mas alcança o esmerado onde se mostra menos pretensioso. Em “Anjos e Demônios” se aplica no quesito de êxito do anterior, com um material sem brilho, parece quase sempre mais do mesmo.

Mas “Anjos e Demônios” se mostra um pouco mais adulto ao seu final. Finaliza muito sensatamente uma obra que é pautada em críticas senso-comum. De certa forma redime seu filme, quadrado, mas aritimeticamente coerente.

“O Código da Vinci” abaixa a cabeça a sua pequenez, “Anjos e Demônios” se faz médio, o que o torna pouco mais maçante, mas suas oscilações são sempre para melhor.

Bom, tanto faz.

Anjos e Demônios (Angels and Demons, 2009, dir.: Ron Howard) large-red-starlarge-red-star
Código da Vinci (DaVinci Code, 2006, dir.: Ron Howard)large-red-starlarge-red-star

Ps.: Um ponto positivo para Ron Howard por ter dado um páraquedas ao camerlengo. E ainda fez isso em uma cena em que a megalomania sai bem vista.

Uma questão: No início do filme não seria o camerlengo quem cruza com a cientista nos corredores do laboratório, o que anularia a surpresinha besta do final?

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