filmes de christopher nolan

 

A maior unidade entre os filmes de Christopher Nolan é que eles são sempre chatos. Às vezes idéias interessantes no roteiro, mas mal executadas. Às vezes os truques são o prato principal principal de filmes que, fora toda essa estrutura propositalmente embaralhada,  não tem muito mais a oferecer.

O primeiro – e melhor – filme de Nolan é Amnésia (2000), que eu revi hoje e gostei mais do que me lembrava. O roteiro intrincado que inverte uma história onde a memoria está no papel principal faz sentido e do filme um bom thriller, mas essa estrutura usada para esconder a verdade toda, ao invés de criar um ambiente tenso de suspense, funciona para transformar o filme em uma experiência cada vez mais arrastada conforme aumenta o tempo de duração. É um dos mais longos filmes de 90 minutos que já ví, embora o resultado final seja positivo.

Uma mesma estrutura fragmentada, ainda que consideravelmente mais linear,  não funcionou em Insônia (2002), que tem uma historia muito menos interessante. O Grande Truque (2006) , quatro anos depois, seria mesmo só o truque. Eu não entendo muito bem o porquê de as pessoas gostarem de ser enganadas. Um final surpreendente é positivo se fizer sentido e servir como conclusão de toda a idéia, e não se executar o filme todo em função desses seus minutos finais.

Mas nenhum dos filmes de Nolan encanta tanto quanto O Cavaleiro das Trevas, que chegou ao topo do ranking público do IMDB de melhores filmes já feitos . É o filme do diretor que menos me incomoda. A questão é realmente não enxergar enxergar aonde se explica tanta euforia.

O destaque é Heath Ledger, com o qual eu concordo plenamente. Mas Christian Bale (amado por tabela) ruim como sempre. O problema de ritmo do filme provavelmente seria ajustado reduzindo sua duração: realmente não há tanto assim a dizer. A base politica é até comum no gênero, e já foi muito melhor explorada no cinema por Bryan Singer e Sam Raimi respectivamente nas superioras franquias de X-Men e Homem Aranha.

Ainda não assisti “A Origem” que é anunciado com a mesma pompa que todos os filmes do diretor. É possível, mesmo que eu já não guarde mais espectativas quanto a Christopher Nolan. Nem mesmo ” O Grande Truque”, seu pior filme, chega a me incomodar. Mas desde seu primeiro filme o que sempre sobra ao final de um de seus filmes é um “tá, mas e daí?”.

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