O Samurai

O Samurai repete os elementos do film noir, em especial sua elegância. É tudo impecavelmente produzido. Esses elementos são muito visíveis, já que apresentados quase isoladamente, emulando a solidão, parábola iniciada por uma frase no início do filme.

A composição pode ser facilmente descrita como triste, mas como, se não é desoladora. Grande mérito do filme é transformar tudo na coisa mais cool existente. Quase um deboche. Alain Delon, morando sozinho, em um apartamento vazio, “feio” e entediante. Encantando as moças, embora mal as toque. Tudo isso parece maravilhoso na lente de Melville.

Uma mis en scene que praticamente dispensa palavras; não as usa levianamente jamais e poderia muito bem não usá-las não fossem elas tão bem proferidas por cada um dos personagens. O tom de voz que uma imitação propositalmente clichê usaria, aqui usada em sua versão mais exata.

Uma bela homenagem e um filme divertido. Veja bem, um filme mudo, de fotografia e cenografia tristes e de personagens solitários, divertido.

Filmes citados:
O Samurai (Le Samourai, 1967) *****

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2 Respostas para “O Samurai

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