morrer de amor

Morrer de Amor (1984), de Alain Resnais. “L’amour a mort” é um dos mais livres filmes sobre a morte que já ví. Não existem muitos juízos e sim muitas possibilidades. Morrer de amor, morrer por amor. Medo da morte, a paixão por ela. A imponência. Maior ainda, a morte como esperança.

Elisabeth e Simon tiveram dois meses de um romance. Simon morre e volta a vida, para finalmente morrer. Por um instante voltar a vida é estar mais vivo (o clichê, às vezes considerável), mas é também estar mais próximo da morte. Tão próximo que a  tentativa de viver à ignorá-la se torna impossível. Elisabeth promete segui-lo, e até lá, nesse período quase de um limbo, tem em seus dois amigos cristãos um último vínculo. Estes que tentarão mantê-la mortal, mas mortal como são despem-se de suas certezas.

E colocar a questão religiosa, apresentada sem dúvidas respeitosamente, porém sem fazer da fé religiosa maior que qualquer outra fé, é mais um ponto alto.

A morte é tão certa e possível que indefinível. Um número de possibilidades tão grande quanto tem a vida.

Filmes citados:
Morrer de Amor (L’amour a Mort) *****

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