água fria

Que incrível esse poder de ser belo e horrível ao mesmo tempo. Olivier Assayas é quase cruel em todas as ações que interrompem a liberdade dos adolescentes de seu filme para situá-los no real fim da infância. Mas ao mesmo tempo filma tudo tão bonito. O que, afinal, só serve para atenuar ainda mais esse horror.

“A festa” é uma das coisas mais impressionantes que o cinema já me mostrou. A câmera flutua para mostrar, em individualidade, cada um daqueles personagens que provavelmente sofrerão a mesma ruptura dos dois personagens principais. E como se desesperadamente se agarrassem ao que ainda sobram, essas pessoas gastam todas as forças para queimar tudo naquela grande fogueira. Talvez guardem algum souvenier da época. Um casaco serviria muito bem para a inevitável nostalgia.

Horrível. E lindo.

água fria (l’eau froide – dir.: olivier assayas, 1994) starstarstarstarstar

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4 Respostas para “água fria

  1. Cara, tô com ele aqui. Tô enrolando pra ver, hehe. Deve ser top da década e mais etc.

  2. Não dúvido. Não parei para pensar, mas é das coisas mais bonitas que vi em muito tempo. Ainda está na minha cabeça. Sinto o frio e o calor.

  3. “Sinto o frio e o calor.”

    O que disse é genial, comentei que era um filme sensorial lá no meu blog muito por conta disso ae.

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