avatar

O cinema que “Avatar” vai revolucionar, não é aquele  pelo qual eu realmente me importo. É o que algumas vezes traz bons momentos, mas que na maioria das outras serve apenas para tirar outros do circuito.

Realmente é acima da média entre seus companheiros de categoria. James Cameron, não apenas neste filme, mas como nos (superiores, diga-se) True Lies e Titanic, demonstra que pode fazer muito com pouco, que tem uma narrativa flúida e capacidade de lidar bem com as grandes durações de seus filmes sem ser tediante.

Avatar é de fato visualmente vislumbrante, cinematograficamente também traz alguns bos momentos, mas com seu tempo de produção dava para ter trabalhado melhor no seu roteiro. É um filme definitivo sem dúvidas. É como se resumisse todos os seus temas – que são caríssimos à sua época – e entregasse-o em uma didaticidade que também não me agrada. Para as longas cenas de ação, a tecnologia é o motivo, não é ruim ver aquilo tudo, mas é o prolongamento do muito pouco.

Dá mesmo para enxergar “Avatar” como um filme-teste, muito bem acabado. Quadradinho. A voz dessa revolução é a mais conservadora possível.

avatar (idem – 2009, dir.: james cameron) starstarstar

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