kairo/pulse

kairo

Kiyoshi Kurosawa filma muito bem a solidão: grandes espaços separam as pessoas, imagens de solidão, o trem no meio do nada, Tokio vazia, o barco em um oceano infindo. A tristeza de todos os personagens, que frente a qualquer relacionamento não demonstram qualquer alteração de humor. Diálogos de respostas monossilábicas e o desespero de conexão, de contato com outro humano mesmo que supercial de certos personagens.

Um retrato belissímo da distância, que Kurosawa situa em Tokyo mas é cosmopolito, sem dúvidas.

Além de ser fantástico como drama, o suspense/terror de Kairo/Pulse é genial. Foi original em 2001 e assim permaneceu por toda a década. A cena onde conhecemos pela primeira vez os cômodos “vermelho-fitados” é fantásticas. Aquela dança estranha e surpreendente capaz de causar calafrios, uma das cenas da década sem dúvidas. E é simplesmente exemplar que na década da exaustão do susto de som, um dos filmes mais aterrozantes é quase todo em silêncio. Quando isso não cabe usa-se uma trilha sonora fantástica: “UUUUhh”.

Kairo trafega entre o horror humano e o horror sobrenatural. Ambos vão se fundindo e Kiyoshi Kurosaw deixa o filme assustador em outro nível, se isolando como filme de terror. Os filmes de terror, são precididos por risos – mesmo que positivos -, e sem dúvidas não é o que ocorre aqui, onde o longa consegue deixar sua soturnidade latente por um bom tempo.

Kairo (idem, 2001 , dir.: Kiyoshi Kurosawa) large-red-starlarge-red-starlarge-red-starlarge-red-starlarge-red-star

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s