amor sem escalas

Quando foi que ser bonitinho e não ferir gravemente nossa inteligência se tornou suficiente para chamar um filme de ótimo? E muitos são os filmes com charme de quem não quer nada foram aplaudidos de pé. E não vou dizer somente sobre os pseudo-indies-norte-americanos e minha birra com eles. O mesmo Jason Reitman desse “Amor Sem Escalas” fez “Juno”, bonitinho também, atores ótimos. Mas situações bestas em um roteiro metido à besta, que levou um Oscar.

“Amor Sem Escalas” é até bem dirigido. Novamente, bonitinho e agradável. Ótimo elenco. Um roteiro menos prepotente. É suficiente? Jamais! Nunca decola (o trocadilho do ano), faz suas piadinhas, e mantem-se em solo. Não se arrisca a nada, quase não pensa. O que talvez seja até melhor: suas idéias são simplistas, convencionais e conservadoras.

O elenco sim, está bem. A graça é alcançada por eles acredito que todo o tempo. Mas faltou algo que valesse a pena naquelas idas e vindas todas.

amor sem escalas (up in the air – 2009, dir.: jason reitman) starstar

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3 Respostas para “amor sem escalas

  1. caramba, uma visão bem diferente da que eu tive. gostei bastante do filme, achei que ele fugiu dos lugares comuns e conseguiu colocar graça e emoção de maneira sutil, sem forçar.

    abraço.

  2. bruno, o que me fez gostar do filme foi, diferentemente de outros filmes indies que tem por diretriz fugir de qualquer forma do senso comum, ser mais pé no chão. é engradinho e tal, mas é bem simplista.

  3. Pingback: Os filmes de 2010 vistos ate aqui « no escuro e vendo·

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