quatro quase solitários filmes do mês

Agosto está quase acabando e meu saldo de filmes desse mês deve ser meu pior número. Não cheguei a dez. Seis deles foram vistos no cinema, incluindo minha quarta visita a Toy Story 3, ainda o melhor filme do ano. Mas, né? Já deu. Para eu me sentir um pouco menos inútil (porque eu não somente quase não assisti nada como também li muito pouco – por uma série de motivos), vou dar uns pitacos rápidos sobre esses quatro filmes que ví nesses mês nos cinemas.

Os Mercenários, de Silvester Stallone. Acho que o filme de Stallone sai do saudosismo sim. Gosto das cenas de ação, poucas coreografias e preguiçosos cortes rápidos.  Aproximando o distinto, acho melhores que as do filme-sensação, “A Origem”. Algumas tentativas de reconstrução das características oitentistas são falhas. Mas o elenco é bem melhor utilizado do que para simplesmente formar uma liga de velha guarda. Fazem dos momentos de união entre os atores algo mais próximo um buddy movie.

Meu Malvado Favorito, de Pierre Coffin e Chris Renaud. Bem oportunista. Crianças bonitinhas, dizendo e fazendo coisas calculadamente bobinhas. E bonitinhas. Ajudantes alegóricos. Também calculademente bonitinhos. Anti-herói previsível. Um roteiro simplista e preguiçoso. O filme 3D mais sacana dessa nova safra. Montanha-russa? Sério? Eu brincava em um simulador 3D de um shopping que era meio parecido. Há uns dez anos atrás.

Uma Noite em 67, de Renato Terra e Ricardo Calil. Um documentário paciente e fechado que dá conta e além de seu tema. Essa noite que se tornou mito era de certo ângulo pequena, suas proporções aumentando chegando aos poucos. O que muito pouco diminui-o em importância. O ponto alto do doc são as músicas, o que é bem válido. As apresentações todas inteiras cativam e emocionam. Um documento sem dúvidas, que situa, não se deixa à deriva no seu espaço informativo. Gosto de inclusão dos apresentadores, talvez seria um pedaço perdido por aí, mas aqui colocados é uma das maiores contribuições para a formação daquela noite de 67.

Salt, de Phillip Noyce. Há uma certa falta de construção de personagem, mas gosto da persoangem egocêntrica. Não dá para se chamar de vilã, nem de heroína. Nem mesmo anti-heroína. Mas pára aí. Basicão do cinema mainstream de ação. Também é chato e arrastado.

Filmes citados:
Os Mercenários (The Expendables) ***
Meu Malvado Favorito (Despicable Me) *
Uma Noite em 67 (Idem) ****
A Origem (Inception) **
Salt (Idem) **

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Uma resposta para “quatro quase solitários filmes do mês

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