as ervas daninhas

Eu não via um filme em uma sala de cinema que me impressionasse tanto há algum tempo. Vi em São Paulo, na Reserva Cultural, Avenida Paulista. Quando saí, pensei “nossa como a Paulista ta cheia” (!). Tinha ingressos comprados para ver “É Proibido Fumar”. Perdi 7 reais porque não estava com um mínimo de atenção para assistir a um segundo filme.

A Paulista, obviamente, não estava mais cheia do que em qualquer outro dia. Mas eu estava absolutamente imerso naquele drama/comédia/romance de quatro pessoas. Drama, comédia e romance é talvez uma básica descrição da vida. E “Ervas Daninhas” é vivo. Quando escrevi sobre “Bastardos Inglórios” citei que Inácio Araújo definiu uma boa palavra para seu diretor, era vigor. Pois bem, não somente pelo cinema (o filme é tecnicamente lindo e mais umas dezenas de adjetivos), como é possível dizer sobre Tarantino, mas aos 88 anos Alain Resnais tem um vigor maravilhoso quanto à vida. Não à suas questões transcendentais filosóficas. Nem a uma maturidade alcançada com a idade. Mas à vida corriqueira, do dia-a-dia, suficientemente simples para  não a vermos.

As ervas daninhas do filme são assim, mato. Comuns e invasivas. Mas de alguma forma fazem parte dessa composição-ambiente. Os personagens são inconstantes, errantes, românticos.  Alain Resnais os ama. Eu também.

as ervas daninhas (les herbes folles – 2009, dir.: alain resnais) starstarstarstarstar

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