vício frenético

Não existe beleza na vida do policial de “Vício Frenético”. Não existem belos planos ou quadros fotogênicos. Existe o talento de Abel Ferrara para captar o inferno em seu calor e em cenas sexuais abomináveis, sem qualquer tesão. A beleza é talvez alugável por alguns minutos, mesmo que só o seja assim considerável para esse personagem miserável. É o se contentar com migalhas. Também não existem vitórias à ele favorável, não existe misericórdia vindo de nenhum dos lados. A beleza que existe para aquela freira ele está muito longe de conhecer, assim, quando pede por sua misericórdia, descordenadamente, recebe da mesma forma miserável que segue sua vida.

Harvey Kietel, muito longe da tristeza introspectiva, tem na sua personagem a personificação de próprio caos. Sua descrença em seus próprios atos é mostrada em caretas e resmungos que formam o filme.

vício frenético (bad lieutenant – 1992 , dir.: abel ferrara) starstarstarstar

Vamos ver na sexta-feita o que Werner Herzog fez com o material.

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2 Respostas para “vício frenético

  1. Cara, esse é um de meus preferidos de todos os tempos, Keitel tá melhor que Brando em qualquer de seus filmes. E o do Herzog é uma das melhores refilmagens que já foram feitas!

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