meus melhores (bobos) filmes de amor


5

Amar… Não Tem Preço (2006), de Pierre Salvadori. Me conquistou ao me surpreender. Não fui até o cinema ver Amar… Não Tem Preço , que olhava esperando um comédia romântica barata e desinspirada. Mas o filme encontrou meios ótimo de fugir da história óbvia do golpe do baú, não pensando muito na questão do enredo, e sim investindo em cada gag que ganham muito com os ótimos Audrey Tautou  e Gad Elmaleh. Os momentos em que parece querer dar fio a trama também são inspiradíssimos, mesmo nas tentativas mais arriscadas de criar os doces momentos do gênero.


4

Levada da Breca (1938), de Howard Hawks. De tão suscetível ao carisma da personagem de Katherine Hepburn, não dificilmente todo o comentado subtexto do filme me passa desapercebido. A espontaneidade da garota é genuína e o humor de Cary Grant e Howard Hawks me atrai facilmente. Um romancezinho em meio a uma divertida comédia escrachada, que adoro.


3

Tarde Demais Para Esquecer (1957), de Leo McCarey. Eu me contive a realmente gostar desse filme o mesmo tempo que seu casal demora a aceitar que inevitavelmente estão atráidos em uma das mais bonitas cenas de beijo do cinema. Até então estive a rir da certeza de saber onde aquilo tudo ia acabar. Como os outros frequentadores do navio que Carry Grant e Debora Kerr estão. O filme me pareceu despretensioso até esse momento, tentando deixar as coisas passarem. Depois de deixar tão livre o caminho, tudo vai se transformando em um labirinto que se dá em crescente culminando no tenso diálogo final.


2

Simplesmente Amor (2003), de Richard Curtis. Sabem perfeitamente que estão contando ali sinteticamente as histórias mais clichês de amor que ouvimos um dia, mas o tom não é de sátira, embora tenha sempre a tendência ao cômico. Simplesmente Amor não reage em nenhum momento à obviedade que segue cada um dos segmentos, em alguns momentos inclusive tenta extrapolar os limites do brega, e não espera se compor para isso, a cena de “All You Need Is Love” é uma delas e chega logo no início. O tom cômico vem da ironia de tudo aquilo, da noção de absurdo, ao mesmo tempo que inevitavelmente estamos encantados e consentindo tudo isso. De alguma forma todos queremos correr pelo aeroporto.


1

Um Caminho Para Dois (1967), de Stanley Donen. Eu odeio ter de dizer quer qualquer coisa no mundo seja “fofa”, mas a palavra em toda a sua circunstância resume bem o que eu quero dizer. Um Caminho Para Dois é o filme mais fofo que eu já ví. Um filme de amor que como nenhum outro nos apaixona na primeira cena de um momento feliz que leva por todo o filme. Como os citados filmes de Richard Linklater, nos faz ignorar a parte que toca em realidade para apreciarmos os momentos românticos protagonizados por Audrey Hepburn (a fofa das fofas) acompanhada antagonicamente por Albert Finney que encanta igualmente. Sorriso de canto de rosto.

Filmes citados:

Amar…Não Tem Preço (Hors de Prix) ****
Um Caminho Para Dois (Two For The Road) *****
Levada da Breca (Bringin Up Girl) *****
Simplesmente Amor (Love Actually) ****
Tarde Demais Para Esquecer (An Affair To Remember) ****

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