x-men


X-Men (2000) ****
dir.: bryan singer

É o filme de roteiro mais redondinho da série, mas a direção é eficaz. Consegue introduzir individualmente cada persona dos mutantes e o contexto humano sem precisar ser burocrático. Tudo construído como coletividade. São os X-Men. Não existe superexposição de personagem, a não ser o mais inevitável. Tudo isso  introduz o universo e a leitura que Bryan Singer aprofundaria na segunda e perfeitinha seqüencia.


X-Men 2 (2003) *****
dir.: bryan singer

Um grande e recheado filme, com um dos mais bem escritos roteiros para uma adaptação de HQ, nas mãos de um diretor que sabe exatamente o que fazer. Os X-Men ganham  profundidade e a coletividade é indiscutivelmente concreta. Logo o mesmo pode ser dito da comoção causada pela história dos personagens. O lado político, intricado na mitologia, é discreto, calculado para estar ali sem deixar sua estrutura exposta. As cenas de ação são uma melhor que a outra: fantásticas e inteligentes. Meu filme de super-heróis favorito.


X-Men 3 – O Confronto Final (2006) *

dir.: brett ratner

Se o primeiro é o mais redondinho esse é o mais quadrado.  Toda a coletividade criada por Bryan Singer é de curto alcance nesse episódio final, repleto de cenas de ação um vs. outro. Quase um duelo Pokémon. Os novos personagens são rasos.  E isso inclui a Fênix, uma personagem das mais ricas. Tempo é perdido, por exemplo, para o Anjo, na tentativa de fazer caber (esse é bem o termo) o máximo do universo mutante no curto espaço. O roteiro é de perguntas e respostas rápidas. O que resta são ecos dos filmes anteriores, dirigidos por Singer.


X-Men Origens: Wolverine (2009) **
dir.: gavin hood

O que mais me incomoda é a escolha de hiperrealidade para a narrativa. Embora dirigido de forma até razoável, criando um bom filmeco de ação, é inegável que com a chegada Gambit e dos outros mutantes o filme ganha muito. Tão quadradinho quanto o último da trilogia, mas isso também é previsível por ser consideravelmente uma cinebiografia.


X-Men: Primeira Classe (2011) ****
dir.: matthew vaughn

Talvez possa ser considerado o mais leve da saga, embora com um dos contextos mais tensos, já que se passa em uma situação histórica real. Isso se dá pela adoção de referências vintage que o filme traz e que quase lembram um filme de John Hughes (o que eu acho genial). Abandona o que há de mais acadêmico em filmes de época (que o filme de Wolverine deveria ter feito como cinebiografia). O roteiro volta a ser mais interessante e profundo, cuidando introduzir bem cada personagem. Tem excertos que são excelentes. Longas sequencias que provavelmente figurarão entre as melhores do ano, como os momentos finais na praia. O elenco todo está excepcional, com vantagem de Michael Fassbender como Magneto.

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