34a Mostra de Cinema – Dia 1

 

Uma Vida, Talvez Duas/Due Vite Per Caso, de Alessandro Aronadio (It’alia)  É cinematograficamente primário, e o roteiro também parte de uma idéia não muito original – duas hipóteses de uma mesma vida segundo alguma mudança de circunstância. Se salva um pouco pelo bom humor. O final é forte (certo momento é previsível por conta de outro no início do filme, o que é um pouco irritante), mas parece que todo o resto do filme foi calculado apenas para que ele existisse. **

Jean Gentil, de Laura Amelia Guzmán e Israel Cárdenas (Alemanha, Rep’ublica Dominacana, M’exico) A fotografia é incrível em incluir/excluir o personagem principal de seu ambiente, o som também é protagonista diversas vezes. A mais bonita se encontra em um eco de na montanha. Para um filme quase sem diálogos, som e imagem tão bem dirigidos fazem praticamente toda a mise en scéne deste filme bonito e politicamente potente.  ****

Depois de Todos Esses Anos/After All These Years, de Lim Kah Wai (Mal’asia, China, Japão) Esse filme, quase um homemade, é facilmente questionável. Mas com exceção de uma escolha equivocada de usar um preto-e-branco, um escala de cinza na verdade, no começo do filme, me agrada em vários pontos. Aparentemente usando apenas uma câmera, filmando com malabares, o diretor escolhe fazer planos-seqüência. Por mais que sejam responsáveis pelos bocejos no filme, é uma op~cão interessante. E com um filme feito nessas condições, escolher uma proximidade da ficção cientifica, tentar algo perto do noir, incluindo uma femme fattale, também muito me agrada. Não é que seja algo imperdível, ou mesmo prazeroso, mas é algo que eu voltaria a apostar em uma Mostra posterior.  **

Beyond/Svinalängorna, de Pernilla August (Su’ecia, Filândia) Filmes de dramas familiares normalmente me cansam e afastam. N0rmalmente uma aposta pura na história e ações e sobrecarga na importância dos atores me mostram um filmes ocos que subestimam o lado humano naquilo tudo. Sofrimento por sofrimonto. Aqui, nesse drama, está tudo muito muito longe disso. Os atores estão incríveis e isso é sem dúvidas indispensável para a concretização de tudo o que a diretora tenta mostrar. Mas o trabalho de Pernilla August aposta na tensão. Tudo estaria perfeitamente explicado em uma cena em que a principal ação é o silêncio da filha de uma família caustica. Outros grandes momentos são as reflexões maduras e amargas da personagem principal enquanto criança.  ****

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