diário da 33ª mostra de cinema de são paulo – II

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Mostra Internacional de Cinema de São Paulo >> Dia II – 03/11

pinoquio

Síndrome de Pinóquio – Refluxo
dir.: Thiago Moyses – Brasil – 2009  BALL

Deixaram abrir uma mente óbvia para se fazer um filme como se fosse a mais original das coisas, com necessidade de dificuldade no discurso, provavelmente o diretor também posa de incompreendido. A troca das línguas só realmente faz sentido porquê a sinopse me havia dito antes.

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O Sol do Meio-Dia
dir.: Eliane Caffé  – Brasil – 2009 starstar

Um filme bem menos sensível do que demonstra acreditar ser. Nas cenas onde toca na ferida dos masculinos consegue pulsar o sentimento, na primeira metade também consegue alguma aproximação junto aos personagens. Mas basta, daí em diante, com a separação dos dois personagens se perde no óbvio, no regionalismo e no apreço a isso como exótico. Um elenco excelente, porém.

Vencedor de melhor filme nacional.

pixo

Pixo
dir.: João Wainer/Roberto T. Oliveira – Brasil – 2009 (sem nota)

Ví os último vinte minutos apenas, porquê a sessão de O Sol do Meio-Dia atrasou. O filme mais aplaudido pelo público dentro os que ví, na pequena sala não faltou gente (como eu) de pé ou nas escadas para assistir. Do que ví, uma boa exploração de uma parcela quase invisível para a sociedade, não fe sossem esses esquecidos intrometer-se, ferir, esse outro mundo. Eu me senti feliz pela cena na Belas Artes, os depoimentos dos alunos e do diretor ainda aumentaram. Também foi interessante ouvir, durante os depoimentos dos pichadores, algumas expressões que constroem o argumento fora da tela, na própria sessão. Cinema social, de onde ví, que alcança o almejado.

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Non  ma fille, tu n’iras pas danser
dir.: Christophe Honoré – França – 2009 starstarstarstar

Dizer que sou admirador de Honoré parece necessário. Um filme que parte de uma premissa pequena e que o diretor amplia. No elevador reclamaram ser “mal costurado”, e deve ser isso mesmo que gosto. Essas sobras do que realmente intereressa, mas que recebem um tratamento igual. Eu me apaixonei por todos os personagens da filmografia de Christophe Honoré, desde Todos Contra Léo, esse também não fugiu a regra.

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2 Respostas para “diário da 33ª mostra de cinema de são paulo – II

  1. Oi,

    A troca das línguas não ficou clara, até na última versão que fiz do filme, que ficou bem melhor, mas essa se manteve uma falha.

    Eu não poso de incompreendido não, eu sei muito bem o que eu fiz e a resposta do público (que público?!!!), hehehe.

    A dificuldade do discurso teve origem no roteiro, mas seu complicador foi os 2 mil reais para filmar tudo, só terminá-lo foi milagre, o resto é lucro.

    Só espero que não ache que irei fazer só filmes iguais a esse, hehehhe, espero que não, mas o próximo e o seguinte com certeza não são.

    A Versão do Diretor está bem mais leve, mais curta, com 78 minutos, e com quatro cenas extras, substituindo aqueles textos chatos por imagens e sem aqueles pseudo intelectualismos abrindo cada sequencia, além de ordem diferente de varias situações, além de uma revisão na fotografia e uma nova mixagem….. bom, mesmo assim, apesar de melhor sua crítica pode se manter a mesma. Valeu. Anotado e refletido! Abraços

  2. Pingback: os filmes da 33ª mostra de cinema de são paulo « no escuro e vendo·

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