Os indicados ao Oscar de melhor filme (2012)

Resenhas para os principais indicados dessa noite, em ordem de preferência pessoal. Sigam @noescuroevendo, vou comentar por lá a cerimônia hoje.

9) Histórias Cruzadas [The Help] *:
Dirigido por Tate Taylor: dois longas-metragens, primeira indicação em Melhor Filme, nunca indicado por direção, primeira indicação por roteiro.

aqui

 

8) Tão Forte e Tão Perto [Extremely Loud and Incredibly Close] *
Dirigido por Stephen Daldry: quatro longas-metragens, terceira indicação em Melhor filme, três vezes indicado por direção.

É sempre bom dizer que é o tipo de filme que não me ganha fácil. Filmes de emoção fácil. Daldry os adora e o Oscar – não me pergunte o porquê – adora Daldry, o indicado zebra desse ano. Para o diretor, o importante são as lágrimas. Isso já causou uma adaptação MUITO problemática de O Leitor, a bomba indicada em 2009. Aqui vale tudo para arrancar algumas lágrimas: pontos de chegadas óbvias, cenas exageradas da tríade perdão-superação-reconciliação (que vem acompanhadas de um atendente que entra no cinema com uma placa de “emocione-se aqui”), um garoto problemático estridente, um velhinho simpático e uma mãe de coração partido. As senhorinhas irão à loucura. Só para não dizer que nada foi bom, uma surpresa: Sandra Bullock está muito bem.

7) Cavalo de Guerra [War Horse] **
Dirigido por Steven Spielberg: vinte e sete longas-metragens, indicado cinco vezes em Melhor Filme (venceu por A Lista de Schindler) e seis vezes por direção (venceu por A Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan)

Outro filme docinho. Mas vamos combinar que Spielberg é muito mais talentoso que Daldry e soube nos manipular direitinho com filmes como E.T. ou Contatos Imediatos de Terceiro Grau. Mas não tem como esquecer que tem a mão dele em A Cor Púrpura e o indicado deste ano está mais para esse aqui. As cenas de ação são incríveis, realmente, mas o longa tenta o tempo todo e a qualquer custo parecer um épico clássico, reverenciando o gênero ao mesmo tempo em que tenta ser marcante. Não é. É chato, longo e os truques espertinhos do diretor não funcionam. Bem, quase todos.

6) O Artista [The Artist] ***
Dirigido por Michel Hazanavicius, três longas-metragens, primeira indicação em Melhor Filme, direção e roteiro.

O favorito da noite é mudo e fotografado em preto-e-branco, uma homenagem aos artistas desempregados com a chegada do filme falado. Pode parecer bobagem, mas não consigo não pensar que Cantando na Chuva contou uma história bem parecida e bem melhor. E homenagem por homenagem, para este ano prefiro Hugo. Mas O Artista é um filme bacana quando brinca com sua estrutura, inserindo algum som além da trilha sonora (ótima!), quando tem seus melhores momentos. Mas os riscos assumidos param por aí. O longa pode não ser falado, mas o que não faltam são diálogos. Existe uma cena passada no restaurante, por exemplo, travadíssima por conta disso. Pior que isso, não acho que o filme consegue fazer uma boa transição entre o amor de uma fã e um amor “real”. Mas não dá para negar que o filme é engraçadinho e agradável. Culpa do elenco. Dujardin e Bejo merecem cada pedaço do prêmio que podem ganhar hoje.

5) O Homem Que Mudou o Jogo [Moneyball] ****
Dirigido pro Brenett Miller, três longas-metragens, segunda indicação em Melhor Filme, indicado uma vez por direção.

Moneyball poderia ser muita coisa se fosse ruim. Poderia ser só mais um filme sobre baseball, poderia ser uma biografia bem careta e poderia ser uma ótima indicação para quem gosta de best-sellers de autoajuda em administração. Não é nenhum dos três. Miller conta a história aprofundando muito bem as características dos personagens e do ambiente, do conservadorismo do esporte à cabeça dura masculina. O processo de mudança em um time de várzea, incubadora de futuras grandes estrelas, é o melhor momento. Uma parada para as boas cenas dos jogos e o filme consegue voltar aos momentos de baixa adrenalina com êxito. Termina no tom de ironia que usou com cautela o tempo todo. Muito mais digno do que eu esperava.

4) Meia-Noite em Paris [Midnight in Paris] ****
Dirigido por Woody Allen, quarenta e dois longas-metragens, segunda indicação por Melhor Filme (venceu por Noivo Neurótico, Noiva Nervosa), sétima indicação por direção (venceu por Noivo Neurótico, Noiva Nervosa), quatorze indicações por roteiro (venceu por Hanna e Suas Irmãs e Noivo Neurótico, Noiva Nervosa). P.S.: nunca compareceu à cerimônia.

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3) Os Descendentes [The Descendants] ****
Dirigido por Alexander Payne, seis longas-metragens, segunda indicação em Melhor Filme, segunda indicação em direção, terceira indicação por roteiro (venceu por Sideways – Entre Umas e Outras).

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2) A Invenção de Hugo Cabret [Hugo] ****

Dirigido por Martin Scorsese, seis indicações em Melhor Filme (venceu por Os Infiltrados), sete indicações em direção (venceu por Os Infiltrados)

Eu não sei se li qualquer outra entrevista de alguém tão apaixonado pelo cinema quanto Martin Scorsese. Não dava para esperar menos que uma obra-prima se ele, então, decidiu homenagear sua paixão. Bem, não é, mas é um filme realmente muito bom. Considerando que meu preferido tem chances nulas de vitória, este, que tem o maior número de indicações nesta 84ª edição do Oscar, tem minha torcida. Basicamente, este filme conta a história de Hugo, um garoto órfão salvo pelo cinema, mais especificamente por Mélies, um dos cineastas-pai do cinema. Em um dado momento, o cineasta explica em seu estúdio que “é aqui que os sonhos são produzidos”. Poderia ser maniqueísta, mas alguém duvida que Scorsese realmente acredite nisso? Não depois que se assiste a segunda metade do filme, quando tudo se converte para homenagear Mélies, o cinema-mudo e mostrar a importância da restauração de películas. Basicamente, Scorsese consegue homenagear o cinema como Hazanavicius não conseguiu, emocionar como Daldry não conseguiu, construir um épico como Spielberg não conseguiu e, bem, eu não achei nenhuma comparação válida para falar mal de Histórias Cruzadas. E, sim, esse sou eu tentando vender o filme para a Academia. Escolham esse!!!

1) A Árvore da Vida [The Tree of Life] *****
Dirigido por Terrence Mallick, cinco longas-metragens, segunda indicação em Melhor Filme, segunda indicação em direção, indicado uma vez por roteiro.

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2 Respostas para “Os indicados ao Oscar de melhor filme (2012)

  1. O melhor filme que concorreu ao oscar 2012,sem dúvida nenhuma para mim foi o cavalo de guerra!Os outros não chegam nem aos pés do war horse é um filme emocionante.Que conta a história da amizade da guerra e do amor entre o cavalo eo menino!Eo filme que ganhou o oscar simplesmente não existe,não existe mesmo!O filme cavalo de guerra estava perfeito para guanhar que pena que não ganhou!Mas eu olhei e foi o melhor filme que eu já vi em toda a minha vida!!!!!!!!!!!!!

  2. O artista é simplesmente o pior filme que já olhei sem amor sem cultura sem nada,que filme ridiculo me arrempedi ter gastado 2,50 no camelo por esse lixo,lixo mesmo!!!!!!!!!!!!

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