

- Tudo Pelo Poder (***) é impecável. Os diálogos concisos, diretos e bem escritos garantem que o filme aconteça lenta e quase imperceptivelmente enquanto isso. Para um tema tão denso quanto uma campanha política é grande coisa. Mas infelizmente, como nos outros filmes de George Clooney, me parece insipido. Não há o que por nem tirar de seu roteiro, sua montagem ou trilha sonora, mas também não há grandes possibilidade de apaixonar pelo filme. O terreno fértil, mas pouco adubado, deixa espaço para seu elenco, dos melhores do ano. Passando pelos ótimos e bem distribuídos coadjuvantes, Rachael Wood, Seymour Hoffman e Marisa Tomei, chegando a Ryan Goslin, mostrando mais uma vez que é um dos melhores atores dessa geração (talvez o melhor).
- Missão Impossível: Protocolo Fantasma (***) é dirigido pelo mesmo Brad Bird de boas mãos para ação na animação Os Incríveis. A “impossibilidade” das cenas são bem administradas e quase sempre bem escritas. Se por um lado a sequencia do prédio em Dubai (que aparece no trailer) é angustiante e tensa e com momentos genuínos de nonsense por parte dos personagens, uma outra cena, que se passa na festa de um magnata indiano, é a que mais atrasa o filme. Longo, perde um pouco de ritmo, mas nunca deixa de divertir. Para encerrar, o que temos é o Bird sensível de Ratatouille ou O Gigante de Ferro, amontoando o filme todo em algo que lhe é coerentemente comum, fechando com uma cena bem bonita.
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