
Árvore da Vida não é um filme muito explicável por ser sensorial e de interpretações bastante pessoais. É uma obra tentando dar conta de entender o que é o homem, deus, a vida, a morte, tudo, ou pelo menos o que elas representam. Terrence Malick conta a história de um garoto/homem frente a esse tudo em sequencias fragmentadas, interrompidas por cenas da formação do mundo – e que é também a formação desse personagem.
O que forma a história toda que Malick quer contar é a excelente montagem. Os fragmentos “aleatórios” não apresentam uma ordem cronológica. As cenas e enquadramentos fazem sentido porque o que o filme quer dizer não é a história de cada personagem, mas seus sentimento de mundo e consciência. A fotografia belíssima ressalta o espanto e o entusiasmo dos personagens com a beleza da vida e do mundo.
Malick tenta abraçar o mundo e consegue. Não é difícil embarcar na observação de tudo aquilo com a mesma empolgação, assim como o roteiro sabe dar o tom para tornar as questões dos personagens em universais – embora também os componha muito bem, sem torná-los genéricos. Árvore da Vida é o tipo de filme que não está ali com começo-meio-fim, mas com a expectativa de tornar-se um memória ativa após o final da sessão.
Filmes citados:
A Árvore da Vida (The Tree of Life, 2011) *****
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